O Afrobaile ocupa o MUNCAB no dia 30 de janeiro, encerrando o mês com uma celebração potente da cultura negra no verão soteropolitano. Realizado há mais de uma década, o baile reafirma seu papel como espaço de identidade, resistência e encontro coletivo em Salvador.
A segunda edição do Afrobaile no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira acontece a partir das 20h, na área externa do equipamento cultural, reunindo música, ancestralidade e vivência urbana em um dos pontos mais simbólicos do Centro Histórico.
Afrobaile: mais que festa, um movimento cultural
Criado pelo Afrocidade, o Afrobaile nasceu como uma plataforma de formação de público e difusão das expressões musicais afro-diaspóricas. Com o passar dos anos, o projeto se consolidou como uma rede musical potente, conectando artistas e públicos em torno da cultura negra contemporânea.
Além disso, o evento dialoga diretamente com o verão de Salvador, período em que a cidade se transforma em palco de encontros culturais e manifestações populares. Assim, o Afrobaile se firma como um dos eventos mais relevantes dessa temporada.
Afrocidade comanda a noite no MUNCAB
Anfitrião e idealizador do projeto, o Afrocidade lidera a programação com sua sonoridade marcada por influências afro-diaspóricas, urbanas e contemporâneas. O grupo, originário de Camaçari, mistura pagode, afrobeat e música eletrônica, criando uma experiência sonora que atravessa gerações.
Para esta edição, o Afrocidade recebe convidados que representam a força e a diversidade da cena musical baiana, ampliando ainda mais o alcance simbólico do baile.
Edcity, Rachel Reis e Matchola são os convidados
Edcity e o groove arrastado do pagodão
Referência do pagodão baiano, Edcity leva ao Afrobaile uma trajetória marcada por inovação. Criador do Fantasmão, o artista incorpora elementos do rap, rock e reggae ao gênero, criando o chamado groove arrastado. Canções como Conceitos, Tome Baculejo e Sacode a Laje se tornaram marcos dessa linguagem musical.
Rachel Reis e a música afro-baiana contemporânea
A cantora feirense Rachel Reis, indicada ao Grammy Latino, mantém uma relação artística próxima com o Afrocidade. Parceira recorrente do grupo, ela apresenta no Afrobaile sua musicalidade solar, que dialoga com o verão e com a música afro-baiana atual. Seu EP No Seu Radinho reforça essa conexão.
Matchola e o rap autoral baiano
Completa a programação o rapper, cantor e produtor Matchola, nome de destaque no rap alternativo da Bahia. Com quatro álbuns lançados, o artista se diferencia por assinar todas as etapas de sua produção musical, consolidando um trabalho autoral e independente.
Serviço – Afrobaile no MUNCAB
- O quê: Afrobaile – Afrocidade convida Edcity, Rachel Reis e Matchola
- Quando: 30 de janeiro, a partir das 20h
- Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) – Centro Histórico
- Ingressos: a partir de R$ 60, à venda na Bilheteria Digital
Ao transformar o MUNCAB em um espaço vivo de celebração, o Afrobaile reafirma sua importância no calendário cultural de Salvador, conectando ancestralidade, contemporaneidade e música negra em sua forma mais pulsante.






