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[RE]FLORESTA leva instalação de dança ao Teatro Gregório de Mattos

Por em 12/03/2026 Atualizado em 12/03/2026 07:02

O projeto [RE]FLORESTA chega a Salvador com a instalação performática FLORESTA, que realiza curta temporada no Teatro Gregório de Mattos entre os dias 14 e 22 de março. A obra propõe uma experiência artística que conecta dança, natureza e coletividade, convidando o público a refletir sobre a relação entre corpo e meio ambiente.

Ao todo, serão seis apresentações, realizadas aos sábados e domingos. As sessões acontecem nos dias 14, 15, 21 e 22 de março, com horários variados e recursos de acessibilidade, como audiodescrição e tradução em Libras.

Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada).

Dança como ecossistema vivo

A instalação performática nasce da residência artística [RE]FLORESTA, projeto criado pelo artista da dança Thiago Cohen. A proposta investiga as relações entre corpo, natureza e ancestralidade, inspirando-se na ideia de “devir-árvore”.

Nesse conceito, o corpo humano é percebido como uma extensão da natureza — conectado simbolicamente a raízes, galhos, folhas e ventos. Dessa forma, a performance convida o público a experimentar a dança como um gesto de reconexão com a terra.

O trabalho também dialoga com pensamentos de autores como Ailton Krenak e Leda Maria Martins, que refletem sobre ancestralidade, circularidade do tempo e coletividade.

Cena construída como instalação sensorial

Em FLORESTA, o palco se transforma em uma verdadeira instalação viva. Antes mesmo do início da performance, o espaço já é ocupado por elementos naturais como folhas secas, galhos e materiais orgânicos reaproveitados.

Esses elementos criam um ambiente sensorial que dialoga diretamente com a proposta ecológica da obra. Durante a apresentação, os intérpretes percorrem diferentes estações performáticas, explorando movimentos inspirados na natureza.

Entre os momentos da performance estão:

  • Equilíbrio de galhos sobre a cabeça, criando imagens coreográficas lentas
  • Movimentos circulares e espirais, que evocam ciclos naturais
  • Interações com folhas e materiais orgânicos, espalhados pelo palco

Com iluminação cuidadosamente construída, o espetáculo reforça uma atmosfera que mistura ritual contemporâneo e experiência imersiva.

Arte e ecologia no centro da proposta

Além da dimensão estética, [RE]FLORESTA também dialoga com questões urgentes do presente, como a crise climática e a relação entre humanidade e natureza.

A proposta entende a arte como espaço de denúncia, reflexão e esperança, estimulando novas formas de imaginar o futuro. Assim, a dança se torna uma prática de escuta e reconexão com o ambiente.

A obra já foi apresentada em diversas cidades do Brasil e também no exterior, incluindo:

  • São Paulo (SP)
  • Jacobina (BA)
  • Senhor do Bonfim (BA)
  • Uberlândia (MG)
  • São Mateus (ES)
  • Assunção, no Paraguai

Com essa trajetória, o projeto consolida a pesquisa artística de Thiago Cohen, que investiga a interseção entre dança, poesia e pensamento ecológico.

Encontro formativo amplia o debate

Como parte das atividades do projeto, será realizado também o encontro “Diálogos da Floresta”, na Universidade Federal da Bahia.

A atividade acontecerá na Escola de Dança da UFBA e reunirá artistas e pesquisadores para discutir temas como:

  • dança e ancestralidade
  • relações entre corpo e natureza
  • práticas pedagógicas contemporâneas

O encontro integra a programação formativa do projeto e amplia o diálogo proposto pelo espetáculo.

Serviço

O quê: FLORESTA – instalação performática de dança
Onde: Teatro Gregório de Mattos – Salvador (BA)
Quando: 14, 15, 21 e 22 de março – sábados, às 16h (com audiodescrição) e às 19h; domingos às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

*todas as sessões terão interpretação em libras.

O quê: Diálogos da Floresta

Onde: Escola de Dança da UFBA
Quando: 10 de março, duas edições – às 10h e 18h30
Entrada gratuita.

*todas as sessões terão interpretação em libras.

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Rafaele Libório

colunista

Publicitária, agitadora cultural e apresentadora. Apaixonada por comunicação e cultura baiana, fundou a Roda Cultural onde atua como diretora criativa, produtora de conteúdo, redatora, filmmaker, editora e em tudo que precisar, é o famoso: pau para toda obra.

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