O projeto [RE]FLORESTA chega a Salvador com a instalação performática FLORESTA, que realiza curta temporada no Teatro Gregório de Mattos entre os dias 14 e 22 de março. A obra propõe uma experiência artística que conecta dança, natureza e coletividade, convidando o público a refletir sobre a relação entre corpo e meio ambiente.
Ao todo, serão seis apresentações, realizadas aos sábados e domingos. As sessões acontecem nos dias 14, 15, 21 e 22 de março, com horários variados e recursos de acessibilidade, como audiodescrição e tradução em Libras.
Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada).
Dança como ecossistema vivo
A instalação performática nasce da residência artística [RE]FLORESTA, projeto criado pelo artista da dança Thiago Cohen. A proposta investiga as relações entre corpo, natureza e ancestralidade, inspirando-se na ideia de “devir-árvore”.
Nesse conceito, o corpo humano é percebido como uma extensão da natureza — conectado simbolicamente a raízes, galhos, folhas e ventos. Dessa forma, a performance convida o público a experimentar a dança como um gesto de reconexão com a terra.
O trabalho também dialoga com pensamentos de autores como Ailton Krenak e Leda Maria Martins, que refletem sobre ancestralidade, circularidade do tempo e coletividade.
Cena construída como instalação sensorial
Em FLORESTA, o palco se transforma em uma verdadeira instalação viva. Antes mesmo do início da performance, o espaço já é ocupado por elementos naturais como folhas secas, galhos e materiais orgânicos reaproveitados.
Esses elementos criam um ambiente sensorial que dialoga diretamente com a proposta ecológica da obra. Durante a apresentação, os intérpretes percorrem diferentes estações performáticas, explorando movimentos inspirados na natureza.
Entre os momentos da performance estão:
- Equilíbrio de galhos sobre a cabeça, criando imagens coreográficas lentas
- Movimentos circulares e espirais, que evocam ciclos naturais
- Interações com folhas e materiais orgânicos, espalhados pelo palco
Com iluminação cuidadosamente construída, o espetáculo reforça uma atmosfera que mistura ritual contemporâneo e experiência imersiva.
Arte e ecologia no centro da proposta
Além da dimensão estética, [RE]FLORESTA também dialoga com questões urgentes do presente, como a crise climática e a relação entre humanidade e natureza.
A proposta entende a arte como espaço de denúncia, reflexão e esperança, estimulando novas formas de imaginar o futuro. Assim, a dança se torna uma prática de escuta e reconexão com o ambiente.
A obra já foi apresentada em diversas cidades do Brasil e também no exterior, incluindo:
- São Paulo (SP)
- Jacobina (BA)
- Senhor do Bonfim (BA)
- Uberlândia (MG)
- São Mateus (ES)
- Assunção, no Paraguai
Com essa trajetória, o projeto consolida a pesquisa artística de Thiago Cohen, que investiga a interseção entre dança, poesia e pensamento ecológico.
Encontro formativo amplia o debate
Como parte das atividades do projeto, será realizado também o encontro “Diálogos da Floresta”, na Universidade Federal da Bahia.
A atividade acontecerá na Escola de Dança da UFBA e reunirá artistas e pesquisadores para discutir temas como:
- dança e ancestralidade
- relações entre corpo e natureza
- práticas pedagógicas contemporâneas
O encontro integra a programação formativa do projeto e amplia o diálogo proposto pelo espetáculo.
Serviço
O quê: FLORESTA – instalação performática de dança
Onde: Teatro Gregório de Mattos – Salvador (BA)
Quando: 14, 15, 21 e 22 de março – sábados, às 16h (com audiodescrição) e às 19h; domingos às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
*todas as sessões terão interpretação em libras.
O quê: Diálogos da Floresta
Onde: Escola de Dança da UFBA
Quando: 10 de março, duas edições – às 10h e 18h30
Entrada gratuita.
*todas as sessões terão interpretação em libras.






