Artistas baianos valorizam tradições culturais de Itaparica em HQ
Por Rafaele Libório em 12/06/2025
Atualizado em 12/06/2025 22:16
Sob o Signo Ancestral aborda o culto a Baba Egun e a necessidade de preservar tradições ancestrais
A HQ Sob o Signo Ancestral, thriller ambientado na Ilha de Itaparica, tem evento de lançamento no dia 17 de junho, às 18h30, com um bate-papo no Goethe-Institut Salvador. Escrita por Lucas Ribeiro e ilustrada por Daniel Cesart, a narrativa acompanha o jovem negro chamado Maurício, que após sobreviver a uma violenta operação policial no seu bairro, descobre sua conexão com o sagrado culto ao Baba Egun.
Sendo o único sobrevivente, Maurício tenta um recomeço em Itaparica, passando a morar com sua tia. Ao chegar na cidade, visões perturbadoras começam a conectá-lo a um passado ancestral, vivenciando também a ascensão de um governo conservador que ameaça a liberdade religiosa.
O roteirista Lucas Ribeiro idealizou o projeto durante sua residência artística no Instituto Sacatar. “O culto a Baba Egun, tradição ancestral da região, é herança e resistência. Sua perpetuação é um dever coletivo diante da intolerância religiosa”, comenta.
Lucas Ribeiro – Roteirista e idealizador
É na linguagem das HQs que essa narrativa ganha força. Daniel Cesart, vencedor do 36º Troféu HQMIX, nas categorias Novo Talento Desenhista e Publicação Independente Edição Única, torna palpáveis as expressões dos personagens e complementa: “fazer quadrinhos, fora do eixo sul/sudeste, é um ato de resistência. Como a ancestralidade no Signo Ancestral, nós existimos, resistimos e insistimos”.
Este projeto tem o apoio do Rumos Itaú Cultural 2023-2024.
SERVIÇO
O QUE: Lançamento HQ Sob o Signo Ancestral.
QUANDO: 17 de junho (terça), 18h30.
ONDE: Goethe-Institut Salvador (Espaço KreativLab).
QUANTO: Gratuito.
continua após o anúncio
1
Rafaele Libório
colunista
Publicitária, agitadora cultural e apresentadora. Apaixonada por comunicação e cultura baiana, fundou a Roda Cultural onde atua como diretora criativa, produtora de conteúdo, redatora, filmmaker, editora e em tudo que precisar, é o famoso: pau para toda obra.